Embolização de Tumor Hepático

Os tumores de fígado necessitam de um fornecimento constante de sangue para se manter e crescer. A embolização é uma técnica minimamente invasiva, realizada por um médico Radiologista Intervencionista, que tem por objetivo interromper o fornecimento de sangue dos vasos que nutrem esses tumores. Com isso o tumor recebe menos “alimento” e reduz de tamanho.

Como é realizado este procedimento?

A embolização é realizada durante um procedimento de arteriografia por meio de cateterismo. Trata-se de um procedimento moderno, com utilização de recursos tecnológicos que permitem que a técnica seja realizada com apenas um pequeno furinho na virilha ou no punho, utilizando-se na grande maioria das vezes somente anestesia local ou leve sedação.

Um pequeno cateter é introduzido por meio desse furinho, de forma indolor, e a partir desse cateter um outro cateter milimétrico é posicionado dentro das artérias que nutrem o tumor a ser tratado e, em seguida, um material embolizante (geralmente pequenas partículas sintéticas) é injetado no interior desses vasos, a fim de obstruir o seu fluxo sanguíneo. Com isso o tumor passa a receber pouca nutrição e reduz o seu tamanho.

Em quais casos este procedimento pode ser indicado?

A embolização pode ser utilizada em tumores de fígado benignos (ex: adenomas, hiperplasia nodular focal e hemangiomas), bem como nos tumores malignos (carcinoma hepatocelular e metástases). Idealmente todos os pacientes candidatos a esse tratamento devem ser avaliados por um médico especialista titulado em Radiologista Intervencionista conjuntamente com um médico Hepatologista e ambos irão decidir juntos qual é o melhor tratamento. A seguir encontram-se algumas situações de pacientes que possam se beneficiar da embolização hepática:

  1. tumores hepáticos benignos com risco de sangramento espontâneo importante (Ex: adenomas);
  2. tumores que já apresentaram sangramentos no seu interior ou em órgãos adjacentes;
  3. tumores benignos ou malignos com risco de apresentar sangramento importante durante uma ressecção cirúrgica (neste caso a embolização é realizada alguns dias antes da cirurgia);
  4. tumores que estejam ocasionando sintomas relacionados ao seu crescimento, como por exemplo dor, obstruções vasculares e compressões sobre outros órgãos;
  5. como terapia neoadjuvante ou adjuvante ao tratamento oncológico em tumores malignos.

Existem riscos relacionados a esse tipo de procedimento?

Todo procedimento médico contempla alguns riscos. Entretanto, de modo geral, os métodos intervencionistas são aqueles que apresentam os menores índices de complicações. Dos riscos possíveis, os principais são observados no local da punção na virilha ou no punho, como por exemplo dor e hematoma. Alguns efeitos colaterais sistêmicos são esperados em cerca de 40% dos pacientes, conhecidos como Síndrome Pós Embolização, na qual podem ocorrer náuseas, dor na região tratada e febre no primeiro dia pós-procedimento. Complicações graves são raras e os médicos do Dica Médica tomam todo o cuidado para a prevenção e tratamento destas possíveis complicações, realizando os procedimento sempre em ambiente seguro, com técnicas reconhecidas por literaturas científicas.