Embolização de Veia Porta

Embolização de Veia Porta é um procedimento realizado por um médico Radiologista Intervencionista, com o objetivo de interromper o fluxo sanguíneo para uma determinada região do fígado, fazendo com que todo o sangue seja desviado para uma outra área deste mesmo órgão.

Quando é indicado?

O procedimento de Embolização de Veia Porta é geralmente indicado em pacientes que apresentam um ou mais tumores no fígado e que serão submetidos em breve a uma cirurgia de retirada destes nódulos.

O fígado é um órgão vital para a sobrevivência humana e, embora seja possível retirar boa parte do fígado, é necessário haver uma quantidade mínima necessária para assegurar um bom funcionamento de suas funções. Quando está prevista uma cirurgia em que grande parte do fígado será retirada, por vezes pode ser necessário primeiramente realizar o procedimento de embolização portal com o intuito de que o fígado aumente de tamanho (hipertrofia).

Como é realizado este procedimento?

Por tratar-se de um procedimento complexo, a indicação de uma Embolização de veia porta deve ser realizada após uma análise multidisciplinar, envolvendo geralmente um médico Radiologista Intervencionista, um Hepatologista, um Cirurgião Hepático e um Oncologista.

O procedimento é realizado em uma sala de Hemodinâmica, normalmente com uso de anestesia geral ou sedação. O médico Radiologista Intervencionista realiza inicialmente um estudo da veia porta com uma pequena punção por agulha através do fígado, orientada por métodos de imagem que orientam a precisa localização, geralmente a ultrassonografia e fluoroscopia.

A seguir, pelo mesmo trajeto dessa agulha, é introduzido um pequeno cateter (canudinho) que irá navegar por dentro dos vasos sanguíneos até chegar na região do fígado em que se encontram os tumores. Logo após o médico Radiologista Intervencionista interrompe o fluxo sanguíneo para a região alterada do fígado, fazendo com que o sangue seja totalmente desviado para a parte do fígado que ainda está saudável. Este aumento de volume sanguíneo chegando na parte boa do fígado faz com que ele cresça de tamanho e possibilite uma cirurgia definitiva com mais segurança.

Existem riscos relacionados a esse tipo de procedimento?

Todo procedimento médico contempla riscos. Dos riscos possíveis, os principais são observados no local da punção no fígado, como por exemplo um hematoma. Alguns efeitos colaterais sistêmicos são esperados em cerca de 40% dos pacientes, conhecidos como Síndrome Pós Embolização, na qual podem ocorrer náuseas, dor na região tratada e febre no primeiro dia pós-procedimento. Complicações graves são raras e os médicos do Dica Médica tomam todo o cuidado para a prevenção e tratamento destas possíveis complicações, realizando os procedimento sempre em ambiente seguro, com técnicas reconhecidas por literaturas científicas.