PERGUNTAS FREQUENTES

1) Como o câncer de rim se manifesta?

Os rins podem apresentar tumores como qualquer outro órgão do corpo humano. A manifestação desse tipo de câncer varia conforme o estágio em que o tumor se encontra, sendo geralmente imperceptível em suas fases iniciais. Quando os sintomas estão presentes, o achado sangue na urina (hematúria) e/ou dores nas costas persistentes são os sintomas mais comuns. 

 

2) Qualquer pessoa está sujeita a ser acometida pelo câncer de rim?

O câncer de rim é mais predominante em pacientes na faixa dos 50 aos 70 anos. Entretanto, casos em pacientes mais jovens estão sendo cada vez mais diagnosticados com o avanço tecnológico da medicina e a realização de exames diagnósticos radiológicos. 

 

3) De que forma o médico consegue confirmar o diagnóstico de tumor de rim?

Como na maioria dos casos os pacientes não possuem sintomas, o câncer de rim costuma ser um “achado incidental” em um exame de imagem radiológica. Os principais exames de imagem são a ultrassonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

 

4) A presença de sangue na urina significa que o paciente tem um tumor no rim?

Não. Existem várias causas para a presença de sangue na urina (hematúria), sendo que as mais comuns são as benignas, tais como cálculos e infecções. Casos persistentes e sem sintomas de dor podem ser mais preocupantes. Por isso, é importante que qualquer sinal de sangramento na urina seja avaliado pelo médico.

 

5) Todo paciente com câncer de rim precisa ser submetido à remoção cirúrgica?

Tumores pequenos (menores do que 7 cm e idealmente menores do que 4 cm) podem ser tratados de forma minimamente invasiva, por meio da ablação percutânea.

 

6) Como o médico pode ter certeza de que um tumor é maligno ou benigno?

Embora os exames radiológicos estejam cada vez mais acurados, muitas vezes vai ser necessário realizar uma biópsia do nódulo. A biópsia é a retirada de um pequeno fragmento através de agulhas especiais, realizada por um médico radiologista intervencionista. Por isso é importante antes de realizar qualquer tratamento, que você seja avaliado por um médico especialista.

 

7) Tumores benignos no rim representam algum risco ao paciente?

Angiomiolipomas pequenos e assintomáticos podem ser apenas acompanhados pelo médico, sem necessidade de tratamento. Tratamentos são indicados para os casos em que os angiomiolipomas apresentem sintomas, como dor ou sangramento; quando grandes (maiores do que 4 cm) ou para aqueles que tenham crescimento importante (mais do que 1 cm ao ano).

 

8) Como é realizada a ablação de tumor no rim?

A ablação é um procedimento minimamente invasivo que tem como finalidade promover a destruição de um tumor, seja benigno ou maligno. Ela é realizada por meio de uma agulha que é inserida na pele do paciente e guiada até a área de interesse por meio de imagens em tempo real, como a ultrassonografia e a tomografia. O objetibo do procedimento é provocar a necrose do tecido (morte celular), inativando o tumor sem a necessidade de uma cirurgia para retirá-lo. 

 

9) Como é realizada a embolização de tumor no rim?

A embolização é um método minimamente invasivo, realizado sem a necessidade de cortes. O procedimento é feito por meio de um conjunto de cateteres, que são introduzidos através de um pequeno furo (punção) realizado nas artérias da virilha ou do punho. Por dentro do primeiro cateter, que tem apenas 1,7 milímetro de diâmetro, é inserido um microcateter. É por meio deste segundo minúsculo tubo flexível que são injetadas as micropartículas embolizantes, que irão agir para obstruir o fluxo de sangue na artéria que irriga o tumor. 

 

10) Como é a recuperação após o procedimento de ablação? 

A ablação dura em torno de duas horas, podendo ser aplicada sedação ou anestesia geral no paciente para o melhor conforto durante sua realização. Por se tratar de um método minimamente invasivo, o tempo de recuperação do paciente é menor, já que a cicatrização ocorrerá de forma mais rápida. A alta costuma ocorrer entre seis e 12 horas após o procedimento. Assim, o paciente pode retornar às atividades habituais entre um e dois dias.  
 

11) Como é a recuperação após o procedimento de embolização? 

Todo o procedimento de embolização dura, em média, entre uma e duas horas. Como este método é realizado sem a necessidade de cortes, a recuperação do paciente é mais rápida, já que foi evitada uma intervenção cirúrgica tradicional, assim como os riscos inerentes a este tipo de procedimento médico. A pessoa submetida à embolização permanece em observação pelo período de quatro a seis horas. Depois disso, é liberada para retornar para casa. Geralmente, o paciente está apto para retornar ao trabalho dois dias após a realização do procedimento e é sugerido aguardar sete dias antes do retorno às atividades físicas.

 

12) Ablação pode ser realizada em pacientes com insuficiência renal?

Sim, inclusive este é o procedimento mais indicado para pacientes com insuficiência renal e/ou pacientes que possuem apenas um rim. Quando o paciente apresenta função renal diminuída, o risco de se fazer uma cirurgia com retirada de parte do órgão (nefrectomia parcial) ou de todo o rim (nefrectomia total) pode acarretar em insuficiência renal grave, sendo necessário diálise. Por outro lado, quando é realizada a ablação, apenas uma fração do rim funcionante é cauterizada e perdida – somente o nódulo e uma pequena margem ao redor do órgão são queimados no procedimento.