ANGIOMIOLIPOMA

Tumores benignos são caracterizados pelo crescimento local, sem a mesma agressividade e sem causar disseminação para órgãos distantes. O tumor renal benigno mais frequente é o angiomiolipoma. Trata-se de uma definição para o nódulo do rim, cujo interior é composto por gordura, vasos sanguíneos e tecido muscular. Esses componentes explicam sua denominação: “angio” indica relação com vasos sanguíneos, enquanto “mio” exprime a noção de músculo e “lipoma” faz referência à gordura. 

Pacientes que apresentam angiomiolipomas renais devem ser acompanhados e, dependendo do tamanho do tumor, velocidade de crescimento e presença de sintomas, pode ser necessária uma intervenção terapêutica.

SINTOMAS

A exemplo do câncer de rim, os angiomiolipomas renais geralmente não apresentam sintomas, por isso costumam ser identificados durante a realização de exames de rotina voltados a outras enfermidades. Quando presentes, os sintomas mais comuns são a presença de sangue na urina (hematúria) ou dor lombar.  Desse modo, qualquer sangramento na urina deve ser avaliado por um médico, assim como dores lombares constantes que não tenham relação com esforços físicos ou posturas.

As causas do angiomiolipoma não são exatamente definidas, mas em alguns casos a ocorrência está relacionada à alguma síndrome genética, principalmente a esclerose tuberosa. 

DIAGNÓSTICO

O angiomiolipoma costuma ser identificado em exames radiológicos de rotina. Devido ao fato de frequentemente o tumor ter gordura em seu interior, essa pode ser facilmente identificada nos exames de tomografia e ressonância magnética. Na ultrassonografia o achado não é tão específico, mas a presença de uma lesão hiperecogênica (mais clara do que o rim) é o principal achado.

PRINCIPAIS TRATAMENTOS

Angiomiolipomas pequenos e assintomáticos podem ser apenas acompanhados, sem necessidade de tratamento. Tratamentos são indicados para os casos em que os angiomiolipomas apresentem maior dimensão, geralmente maiores do que quatro centímetros. Nessas situações e quanto maior o tamanho, maior o risco de ruptura do tumor, o que pode causar dores e sangramentos importantes.

Cirurgia aberta ou convencional

Na técnica pela via aberta, o cirurgião faz uma incisão normalmente direcionada no abdome, na área abaixo das costelas ou nas costas, de forma que o rim seja exposto junto do tumor. É uma cirurgia em que se faz necessário o corte e afastamento de músculos e cuja recuperação costuma ser mais demorada.

Cirurgia Laparoscópica

A técnica laparoscópica, popularmente conhecida como “cirurgia por vídeo”, é menos invasiva do que a convencional. Esta consiste na realização de pequenas incisões no paciente, por onde são introduzidos os instrumentos cirúrgicos. Um dos instrumentos é o laparoscópio, que conta com um câmera na extremidade e capta imagens do interior do abdome. 

Cirurgia robótica

Nesta técnica, o cirurgião é auxiliado por um sistema robótico, que garante mais agilidade e maior precisão no movimento dos instrumentos. A cirurgia robótica oferece à equipe médica a visualização tridimensional e amplificada do campo cirúrgico, além de proporcionar melhor controle de sangramento durante a ressecção de tumor e correção mais rápida do defeito deixado pela doença.

Embolização

A embolização é uma técnica minimamente invasiva, realizada por meio de um cateterismo. Um pequeno cateter é introduzido no punho ou virilha do paciente e então posicionado dentro das artérias que nutrem o tumor. Em seguida essas artérias são ocluídas (entupidas). Com isso, o angiomiolipoma passa a receber pouca irrigação e reduz o seu tamanho. Conheça detalhes desta técnica na página sobre Embolização.