CÂNCER DE RIM

Os rins estão localizados na região lombar e são responsáveis pela filtragem do sangue no corpo humano. Esse processo acontece por meio da remoção de toxinas que podem ser prejudiciais, como o excesso de água, sal e resíduos, expelidos através da urina. Como qualquer outro órgão, os rins também podem apresentar tumores. 

O câncer de rim representa aproximadamente 3% de todos os cânceres do corpo humano, sendo mais prevalente entre pacientes masculinos na faixa dos 50 aos 70 anos. Sua incidência é de aproximadamente dois homens acometidos pela doença para cada mulher. 

Casos em pacientes mais jovens são relativamente raros, porém cada vez mais diagnosticados com o avanço tecnológico da medicina, onde diversos exames como tomografia e ressonância magnética têm sido realizados mais precocemente e com alta acurácia.

SINTOMAS

A manifestação dos sintomas do câncer de rim pode variar conforme o estágio em que o tumor se encontra, sendo geralmente imperceptível em suas fases iniciais. 

Muitos pacientes descobrem a doença apenas durante a realização de exames de rotina por outras enfermidades.

A presença de sangue na urina (hematúria) e/ou dores nas costas são os sintomas mais comuns.Desse modo, qualquer sangramento na urina deve ser avaliado por um médico, assim como dores lombares constantes que não tenham relação com esforços físicos ou posturas.

Quando o tumor está em fase mais avançada, este pode invadir órgãos adjacentes, como o ureter, adrenal, fígado e o sistema venoso. 

Embora pouco comum, também pode ocorrer a presença de metástase, caracterizada quando o tumor acomete órgãos mais distantes. Nesta condição, o paciente pode descobrir a doença pela ocorrência de dores ósseas (no caso de metástases ósseas), falta de ar e tosse (quando há disseminação para os pulmões), aumento do volume abdominal, provocada pela concentração de massas tumorais na região, entre outras manifestações. 

DIAGNÓSTICO

Como na maioria dos casos os pacientes não possuem sintomas, o câncer de rim costuma ser um “achado incidental” em um exame de imagem radiológica. Nesses exames o que indica a suspeita de um tumor é, principalmente, a presença de lesão sólida e irregular no interior do rim, geralmente contendo muitos vasos sanguíneos. Esta lesão é chamada de nódulo, popularmente conhecida como “caroço”. Se estiver acompanhada de conteúdo líquido, passa a ser definida como cisto complexo.

A utilização frequente de testes de imagem nos últimos anos tem favorecido diagnósticos de tumores mais precoces, menores e mais localizados. Esses recursos são indispensáveis para identificar as lesões renais e determinar a extensão da doença. 

Os principais exames de imagem radiológica são:

Ultrassonografia

Técnica que utiliza ondas sonoras para produzir imagens de órgãos internos e do fluxo sanguíneo do corpo. Costuma ser o primeiro exame a ser realizado pelos pacientes devido à sua acessibilidade, custo e ausência de efeitos colaterais. A detecção de tumores com esse método é boa, entretanto costuma-se necessitar de exames complementares para confirmação.

Tomografia computadorizada

Recurso de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para produzir visualizações detalhadas do corpo em “fatias”. Nesta técnica, o paciente fica deitado em uma mesa para a realização do exame. O exame é rápido (dura cerca de 15 minutos) e geralmente necessita do uso de contraste iodado, uma solução injetada na veia para que seja visualizado melhor as estruturas internas do corpo.

Ressonância magnética

Método que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética é o exame que possui maior sensibilidade para detecção de tumores renais, principalmente os menores do que 1 cm. Rotineiramente é o exame de escolha a ser realizado depois de identificado um nódulo indeterminado na ultrassonografia.

TRATAMENTOS

As opções de tratamento do câncer de rim estão condicionadas ao estágio da doença.  Conheça algumas das principais formas de tratamentos:

Cirurgia aberta

Na técnica pela via aberta, o cirurgião faz uma incisão normalmente direcionada no abdome, na área abaixo das costelas ou nas costas, de forma que o rim seja exposto junto da massa tumoral. É uma cirurgia em que se faz necessário o corte e afastamento de músculos e cuja recuperação costuma ser mais demorada.

Laparoscopia

Popularmente conhecida como “cirurgia por vídeo”, é menos invasiva do que a convencional. Consiste na realização de pequenas incisões no paciente, por onde são introduzidos os instrumentos cirúrgicos. Um dos instrumentos é o laparoscópio, que conta com um câmera na extremidade e capta imagens do interior do abdome.

Cirurgia robótica

Nesta técnica, o cirurgião é auxiliado por um sistema robótico, que permite maior precisão no movimento dos instrumentos, corrigindo tremores. A cirurgia robótica oferece à equipe médica a visualização tridimensional e amplificada do campo cirúrgico, além de proporcionar melhor controle de sangramento durante a ressecção de tumor.

Ablação percutânea

Técnica minimamente invasiva, realizada por meio de uma pequena agulha inserida através da pele do paciente, sem necessidade de cortes ou pontos. O procedimento tem finalidade de promover a destruição de um tumor por meio de uma “cauterização”, sem a necessidade de retirada cirúrgica. É realizada por meio de uma energia, seja ela calor ou frio. Conheça detalhes desta técnica na página sobre Ablação.