Como é a ablação de tumor de fígado por radiofrequência?

Destruir um tumor por meio de uma agulha inserida cuidadosamente na pele do paciente. Pode parecer pouco realista, mas essa é a base da ablação de tumor por radiofrequência, técnica minimamente invasiva realizada por médicos Radiologistas Intervencionistas, especialidade cujo foco é realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos, muitas vezes complexos, sem a necessidade de cirurgias convencionais com cortes ou cicatrizes.

De acordo com o Dr. Rafael D. Rocha, especialista em Radiologista intervencionista e Angiorradiologia, quando se refere especificamente ao câncer de fígado, este procedimento costuma ser indicado principalmente para casos de nódulos malignos primários, ou seja, que começam no órgão, como é o caso do hepatocarcinoma (ou carcinoma hepatocelular – CHC). “A indicação da ablação percutânea de tumores hepáticos vem aumentando anualmente, podendo também ser indicada para alguns casos selecionados de tumores malignos secundários, que são aqueles com origem em outro órgão, como metástases de cólon, sarcomas, mama, entre outros, atingindo o fígado posteriormente”, explica.

É importante ressaltar que a ablação por radiofrequência também pode ser usada para o tratamento de tumores em outros órgãos, como rim, pulmão, tireoide, útero, ossos, adrenais e mama.

 

Entenda o procedimento na prática

Uma agulha é ligada a um aparelho que gera ondas de calor. O procedimento é todo guiado por aparelhos de ultrassonografia ou tomografia computadorizada, permitindo ao médico total controle e visibilidade. Uma corrente de alta frequência é então passada por meio dessa agulha, aquecendo o tumor e destruindo as células cancerígenas. Com isso, é realizada a cauterização do nódulo e, consequentemente, a destruição das células tumorais. Após o procedimento, o tumor sofre necrose e fica inativo no corpo.

“Lembrando que, por ser um procedimento minimamente invasivo, apenas pequenos furos na pele do paciente são suficientes, não havendo necessidade de cortes como as cirurgias tradicionais para a retirada do tumor”, ressalta Dr. Rafael.

Outro ponto importante são as características do sistema de ablação. O equipamento, um gerador de radiofrequência, conta com software e programação específicos para cada aplicação, ou seja, é possível ajustar e controlar a radiofrequência de acordo com a necessidade de cada pessoa, o que é fundamental para a individualização do tratamento.

 

Indicação da ablação de tumor hepático por radiofrequência 

Assim como em qualquer outro procedimento que envolve um paciente oncológico, a indicação do melhor tratamento deve ser feita por uma equipe multidisciplinar. Pensando na técnica de ablação, geralmente essa equipe conta com um médico radiologista intervencionista, um oncologista e um cirurgião hepático.

Aqui no Portal Dica Médica nós já abordamos quais são os principais critérios considerados no caso de ablação de tumor hepático, que normalmente é indicada em pacientes que apresentam uma ou mais das seguintes condições:

  • Tumor maligno primário do fígado medindo até 4-5 cm;
  • Tumores malignos secundários (metástases) no fígado, idealmente até 5 nódulos menores de 3 cm cada;
  • Pacientes que apresentam volume hepático reduzido e que uma cirurgia poderia ocasionar risco de insuficiência hepática;
  • Idade superior a 70 anos e com alguma comorbidade cardiovascular, pulmonar, hepática ou renal;
  • Pacientes que utilizam e não podem suspender medicações que afinam o sangue (anticoagulantes e antiagregantes plaquetários).

Conheça também nossa página que explica tudo sobre ablação

Riscos envolvidos na ablação de tumor hepático

Como sabemos, todo procedimento médico incide riscos. Segundo a Sociedade Americana do Câncer, após a terapia de ablação de tumor hepático, podem ocorres efeitos adversos como dor, pequenos sangramentos, febre baixa, entretanto, complicações graves são incomuns.

Comparados com a cirurgia de câncer de fígado, os procedimentos que utilizam métodos intervencionistas apresentam menos riscos e também proporcionam uma recuperação muito mais rápida, permitindo ao paciente, na maioria dos casos, retomar suas atividades de rotina já no dia seguinte. Outro ponto positivo são as cicatrizes, que praticamente não existem com esse procedimento, já que não ocorrem cortes.

Se você precisa fazer esse procedimento ou conhece alguém que precisa, o primeiro passo para ter sucesso nessa jornada é estar bem informado, e esse é o objetivo do Portal Dica Médica, revisado por médicos renomados e que estão à disposição para tirar dúvidas sobre tratamentos minimamente invasivos. Quer saber mais sobre o assunto? Converse com um médico especialista próximo de você e continue nos acompanhando pelo blog, Instagram e Facebook. Será um prazer ajudar!

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