Radioembolização: uma nova técnica para tratamento de tumores hepáticos

A radioembolização é uma técnica inovadora para o tratamento de tumores hepáticos que não têm possibilidade de operação. O procedimento se destaca por proporcionar mais qualidade de vida ao paciente de maneira minimamente invasiva. 

Antes de nos aprofundarmos nessa técnica, primeiro vamos entender mais sobre tumores hepáticos e as outras opções de tratamento. 

 

Tumores hepáticos

Os tumores hepáticos são aqueles que acometem o fígado, órgão responsável por diversas funções essenciais para o bom funcionamento do corpo humano, como a metabolização de nutrientes, a produção de bile e o armazenamento de vitaminas e minerais.

As opções de tratamento para esse tipo de câncer podem incluir algumas técnicas, entre as principais estão: cirurgia, transplante de fígado, quimioembolização, quimioterapia intra-arterial e ablação. Em muitos casos, a cirurgia de ressecção é o método mais utilizado. Entretanto, é importante lembrarmos que cada caso é único e nem todo indivíduo está apto a realizar. 

Em alguns casos, uma possível solução  é a radioembolização, que apesar de se tratar de um método relativamente novo, tem ganhado destaque devido aos resultados eficazes, uma vez que oferece um tratamento localizado, minimizando os danos às células saudáveis do fígado.

 

Como é feita a radioembolização?

A radioembolização consiste na administração direta de material radioativo nos vasos sanguíneos que alimentam o tumor no fígado. 

Para isso, primeiro são realizados exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), para mapear a localização e a extensão do tumor. Com as informações coletadas, o paciente é sedado e anestesiado localmente para que seja iniciado o procedimento. 

Um cateter é inserido em uma artéria e é guiado através dos vasos sanguíneos com auxílio de exames de imagem em tempo real até chegar ao fígado com precisão. Após a identificação do local, microesferas contendo isótopo radioativo de ítrio são injetadas através deste cateter e penetram o interior do tumor, liberando a radiação de forma localizada e direcionada a fim de destruir as células tumorais.

Após o procedimento, o paciente é monitorado por algumas horas para garantir a estabilidade e a recuperação adequada que costuma ser rápida e sem grandes complicações. 

A radioembolização também pode ser combinada com outras terapias, como a quimioterapia, para maximizar os resultados. A indicação adequada será feita pelo profissional de acordo com as individualidades de cada caso.

É importante ressaltar a importância de manter o acompanhamento periódico para identificar sinais de reaparecimento da doença ou novas formações tumorais, além de avaliar efeitos secundários do tratamento e prover suporte ao paciente.

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