Malformações linfáticas: em que a Radiologia Intervencionista pode ajudar?

O sistema linfático desempenha um papel fundamental em nosso organismo. No entanto, em certos casos, anormalidades podem surgir, gerando malformações linfáticas, que causam desconfortos estéticos e clínicos.

Continue acompanhando e entenda como a radiologia intervencionista pode ser aplicada no tratamento e acompanhamento dessa condição, trazendo esperança e alívio para pacientes que sofrem com as consequências dessas anormalidades. Mas antes, é importante conhecermos melhor o sistema linfático e suas funções. 

 

Qual a função do sistema linfático?

Trata-se de uma parte do sistema circulatório do nosso corpo, composto por uma rede complexa de vasos, órgãos linfóides e tecidos que desempenham um papel fundamental, como: defesa imunológica, absorção de vitaminas e drenagem do excesso de fluidos dos tecidos.

Os vasos linfáticos percorrem todo o corpo, paralelamente aos vasos sanguíneos, e são responsáveis por transportar um líquido chamado linfa – um fluido claro que contém glóbulos brancos, nutrientes, resíduos metabólicos e outras substâncias. 

A linfa também remove resíduos metabólicos, toxinas e células mortas dos tecidos, que são filtrados pelos gânglios linfáticos e posteriormente eliminados do corpo. No entanto, em alguns casos podem ocorrer o desenvolvimento anormal dessas estruturas, o que acaba prejudicando todas essas funções.

 

Como é gerada a malformação linfática? 

As malformações linfáticas são anomalias raras que ocorrem normalmente no pescoço, região axilar, abdominal e pélvica, e se manifestam de maneiras diferentes, variando em características, gravidade, causas e sintomas. 

Acredita-se que a causa seja a ausência de comunicação dos vasos linfáticos com o sistema venoso. Isso leva ao acúmulo de fluido nos vasos linfáticos dilatados e tecido conjuntivo, gerando um linfedema progressivo nos tecidos subcutâneos que, com o tempo, pode levar a outras complicações, como deformidades estéticas, dor e distúrbios nas funções – dependendo da localização e do tamanho da malformação.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico dessas malformações é realizado por meio de uma combinação de exames clínicos e exames de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC), que são capazes de fornecer informações mais detalhadas sobre a extensão, localização e características das malformações linfáticas e então iniciar o tratamento mais adequado.

 

Como é o tratamento da malformação linfática?

No tratamento das malformações linfáticas, as técnicas minimamente invasivas realizadas pela radiologia intervencionista se destacam. Tratam-se de intervenções sem grandes incisões guiadas por imagem em tempo real, permitindo que o médico visualize a área e direcione o instrumento com precisão.

Entre as abordagens mais eficazes temos a escleroterapia e a embolização. A escleroterapia se baseia na injeção intralesional de substâncias esclerosantes como álcool líquido, bleomicina ou polidocanol. Essas substâncias enchem o espaço da malformação, causando sua obstrução, controlando o risco de complicações e, eventualmente, seu desaparecimento. Já a embolização é feita através de um cateter, porém é raramente utilizada nesta patologia.

No entanto, é importante ressaltar que esses tratamentos podem não ser definitivos e exigir repetições ao longo do tempo. Por isso a radiologia intervencionista também desempenha um papel importante no acompanhamento pós-tratamento das malformações linfáticas

Através das técnicas de imagem, os médicos podem avaliar a eficácia dos procedimentos realizados e monitorar a progressão da condição ao longo do tempo. Isso permite ajustes no tratamento, se necessário, para garantir os melhores resultados para o paciente.

 

Benefícios do tratamento 

Os procedimentos minimamente invasivos oferecem vantagens significativas, como menos tempo de recuperação, menos risco de complicações e cicatrizes reduzidas. Porém, cada caso tem suas exigências e alguns podem não se beneficiar desses métodos. É importante que todas as possibilidades sejam discutidas com o médico responsável para que o paciente compreenda o seu quadro.

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