Ablação e embolização: conheça as técnicas e suas diferenças

Através do avanço da medicina, especialmente da radiologia, podemos atualmente contar com uma gama de procedimentos cirúrgicos guiados por imagem para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças. Nesse artigo explicaremos duas técnicas muito utilizadas: ablação e embolização.

“Apesar de serem técnicas muito utilizadas nos dias de hoje, a maioria dos pacientes – e até mesmo médicos – desconhece suas indicações e diferenças”, explica Dr. Lucas Pazinato, médico especialista em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia.

Entenda como é feita a ablação e a embolização

Tanto a ablação quanto a embolização são procedimentos minimamente invasivos e apresentam alta eficácia, porém são realizadas com técnicas diferentes: 

ablação e embolização

  • Ablação: o nome deriva do latim “ablatio”, que significa remover ou retirar. Na medicina utilizamos a ablação para “remover” alguns problemas de saúde, tais como nódulos malignos ou benignos, e tratar arritmias cardíacas. 

Dentro da atuação da radiologia intervencionista, as ablações são realizadas por meio de uma pequena agulha que será posicionada exatamente dentro do órgão doente, e então será feito uma “cauterização”. Essa cauterização destrói as células alteradas, sem precisar fazer uma cirurgia mais invasiva.

Existem diversos tipos de agulhas de ablação, utilizando diferentes formas de energia, como radiofrequência, microondas, laser, gelo (crioablação), eletricidade (eletroporação).

As principais indicações da ablação são para tratamento de tumores de rim, fígado, pulmão, miomas, tireóide, adrenal e ossos.

ablação e embolização

  • Embolização: o nome difícil remete-se à ação de gerar um “êmbolo” – palavra originada do grego “embole”, que significa arremessar ou tampão. Na medicina utiliza-se a embolização quando queremos “tampar”, ou “entupir” vasos sanguíneos de forma proposital. 

Dentro da atuação da radiologia intervencionista, as embolizações são realizadas na maioria das vezes utilizando pequenos canudinhos por dentro de artérias e veias, técnica conhecida como cateterismo.

Existem diversas maneiras de se realizar uma embolização, podendo ser utilizados materiais, como partículas (semelhante a grãos de areia), cola líquida, metais, entre outros.

As principais indicações da embolização são para entupir vasos sanguíneos de órgãos e tumores para manter o controle de hemorragias, como no fígado, rim, útero, próstata, e muitos outros. 


Benefícios das técnicas para o paciente 

Apesar de serem métodos diferentes, os benefícios da ablação e embolização são bem semelhantes, pois ambos são cirurgias por imagem e contam com algumas vantagens sobre cirurgias convencionais, tais como:

  • Procedimento sem cortes e sem cicatrizes;
  • Boa parte das vezes não precisa de anestesia geral;
  • Preserva o órgão tratado e suas funções;
  • Pode ser realizadas em pacientes com risco cirúrgico ou que fazem uso de medicações que afinam o sangue;
  • Possibilidade de evitar uma cirurgia mais invasiva;
  • Menor tempo de recuperação;
  • Menos risco de complicações e sangramentos;
  • Sem necessidade de internação hospitalar;
  • Mantém a qualidade de vida do paciente.

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Quem pode definir a melhor técnica?

Ambos os procedimentos apresentam bons resultados, mas tudo depende de uma adequada indicação e da realização por um profissional capacitado. O médico especialista nesses procedimentos é o radiologista intervencionista.

A indicação geralmente é realizada em conjunto com um médico oncologista, levando em conta as características individuais de cada caso, como:

  • Gravidade da condição;
  • Objetivo do tratamento;
  • Possíveis riscos;
  • Saúde geral do paciente;
  • Localização do órgão;
  • Preferências do paciente.

“Além desses fatores, também é preciso levar em conta outros critérios que serão avaliados pelo médico intervencionista para a correta indicação do método, sempre com foco na segurança e nos benefícios ao paciente”, conclui Dr. Lucas.

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